Iguais


OLÁÁÁÁ PESSOAL!!!!!!!!! Quanto tempo né??? Depois de quase três meses parados (mas o blog tá bem mais bonito né???) estamos de volta a todo vapor!!



Bom pessoal, hoje eu vim falar sobre um filme que eu sou apaixonado e tenho certeza que todos vocês também vão se apaixonar. O filme de hoje é “Quando te conheci”.



O filme é ambientado numa nova sociedade na qual vivem os “Equals”, uma nova espécie de seres humanos que não desenvolvem mais nenhum tipo de emoção, e conta a história de Silas (Nicholas Hoult), um desenhista que vê sua vida mudar após voltar a sentir.

Logo no inicio do filme, ficamos sabendo que uma doença assombra a organização da nova sociedade, e todos os infectados são considerados perigosos pela “Saúde e Segurança”, órgão responsável pela segurança da sociedade. Essa doença ataca a parte do cérebro que controla as emoções, e as devolve para as pessoas. O que, definitivamente não é bom para a nova sociedade.

Em tons ameaçadores, as lideranças da nova sociedade deixam claro o quanto as emoções são perigosas. Numa das cenas, durante o lançamento de um satélite, a narradora do evento diz que casais são perigosos a si mesmos e a todos. Já aqui, conseguimos fazer um paralelo com a atualidade. Enquanto estamos num encontro, deixamos que o celular controle nossas ações ao invés de conversar e viver o momento com a pessoa. Ficamos checando redes sociais e vivendo um mundo fictício o qual, muitas vezes, nem sabemos o que se passa, somos impedidos de construir e até desenvolver nossos sentimentos. Nos impedimos de viver e não temos ideia do quanto isso pode nos machucar. Ponto para “Quando te conheci”.


Avançando sobre o filme, lembram quando eu disse que a vida de Silas mudou no momento em que ele volta a sentir? Pois é, na verdade Silas se vê infectado e, numa explosão de sentimentos, começa a fazer o tratamento, já temendo pela sua vida. O grande ponto da doença, que é mostrado em Silas, é mostrar o quão ruim é para nós reprimir nossas emoções. Um dos sintomas que a doença desperta é justamente a depressão, que no filme é mostrada como a ascensão dos sentimentos reprimidos, que faz com que Silas se veja sem rumo na vida. O quanto isso se parece com nossas vidas?. E esse problema é ainda pior nos homens, que são criados para nunca demonstrar seus sentimentos, pois demonstrá-los é “coisa de menina”. Silas nos mostra, com perfeição, como é a hora em que os sentimentos explodem. O momento o qual olhamos e não sabemos o que fazer, pensar e nem mesmo o que sentir. O momento em que não nos conhecemos mais. Mais um ponto para “Quando te conheci”.


Para “piorar” sua situação, Silas começa a desenvolver uma paixão pela sua colega de trabalho, Nia (Kristen Stewart). O que Silas não sabia, é que Nia também tinha desenvolvido a doença. É nesse momento que o filme mais me tocou. Durante todo o tempo, o filme apresenta uma sociedade em que o contato físico é abominado, em que as conversas são rápidas e sem nenhum propósito e, de repente, um romance nos é apresentado. O filme me fez refletir sobre mim mesmo e sobre nosso tempo. Da minha parte, imagino como seria a vida sem contato, sem um sorriso sincero daqueles que ama, e isso vêm se tornando cada vez mais comum. As pessoas estão se perdendo aos poucos num tempo em que não se sabe sobre o que se conversa, em que os relacionamentos são, por nós mesmos, negligenciados por medo de causar ou sentir a dor, um tempo que nos fez refém do “não amor” pelo simples medo de sentir. Outro ponto para “Quando te conheci”.


... pelo simples medo de sentir. Olhem só a magia desse filme: durante o filme nos é apresentada uma sociedade sem sentimentos, onde os casais são um risco a si mesmos e onde o contato físico deve ser evitado. Atualmente, nós nos vemos presos em relacionamentos feitos para mostrar status, usamos o celular para não interagir e, por vezes, trocamos abraços por emojis, pois precisamos mostrar a rede que estamos apaixonados... mas pelo que? E com uma sociedade que funciona baseado no medo de sentir, o quão longe estamos disso?

Do diretor Drake Doremus e com uma hora e quarenta minutos, “Quando te conheci” exige a todo momento que o espectador mantenha o foco com uma fotografia branca e poucos diálogos, mas garante a todos uma profunda reflexão sobre as próprias ações e, muito além disso, esboça ao público a doentia sociedade na qual já vivemos. Tá esperando o que?? Corre pra conferir “Quando te conheci”!!!

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