AMÉRICA! AMÉRICA!

OLÁÁÁ PESSOAL, tudo bem??? Quanto tempo hein?? Mas aqui estamos nós mais uma vez!! E hoje não vou falar de filme ou série com vocês, hoje vou falar dos nossos tão amados livros!!! Hoje vou falar sobre a aclamada trilogia “A Seleção”, então vamos lá!!!



Lembrando que vou falar somente da trilogia, por isso, o quarto e quinto livro da saga, “A Herdeira” e “A Coroa” não serão retratados aqui. Dito isso, vamos à trilogia!!! “A Seleção” é uma trilogia escrita por Kiera Cass, que retrata um futuro distópico (ou seria sociedade sã?) passado após a Quarta Guerra Mundial no qual os EUA já não existem mais (e nem o mundo como conhecemos). No seu lugar, uma nova nação chamada Illéa é fundada. Illéa, diferente dos EUA, tem um governo autoritário, uma monarquia, pra ser mais exato, e nesse contexto a protagonista nos é apresentada: América Singer, uma jovem 5 que dá a vida por um pouco de comida.



Em “A Seleção”, primeiro livro da trilogia, América não parece ser o melhor tipo de protagonista, e isso não é por conta de seus atos, mas sim pelo casal América Singer e Aspen Lager. Aspen é o namorado de América antes da Seleção, pertence a casta 6 e, em certos pontos, Aspen é um tremendo embuste. O casal é o típico clichê adolescente do “vou estar com você pra sempre” e logo enjoa o leitor, mas tudo muda quando América se inscreve na Seleção, uma competição entre 35 garotas que disputam para se tornar a nova princesa de Illéa, mas Aspen (que outrora disse para América se inscrever), implica com a protagonista quando ela o faz. Menos Aspen, por favor!! Mas voltando ao núcleo principal, a inscrição de América foi muito importante, pois é nesse momento que o fator “social” é, de fato, introduzido na história. É aqui que conhecemos a pobre América Singer, casta 5, que faz o que for preciso para garantir mais alguns dias de sobrevivência para a sua família.

Em falar da casta de América, é importante ressaltar que Illéa usa o Sistema de Castas para classificar seus cidadão. Ao todo, são oito castas: a primeira é a monarquia, os nobres, a última, os miseráveis. Kiera constrói o melhor mundo possível para o tempo de América e a coloca num sistema que a desfavorece e a faz pensar nos mínimos detalhes de seus atos para conseguir sobreviver. Além disso, Kiera consegue mesclar o conto de fadas e o universo distópico com um equilíbrio descomunal e torna “A Seleção” uma leitura muito gostosa. Ponto para “A Seleção”.

Assim que América é aprovada e passa a integrar a lista das 35 selecionadas, a história tem outra virada, pois um novo mundo é apresentado à nós. Agora, América não está mais em Carolina (sua província natal), mas sim em Angeles, capital de Illéa. De cara, América já retrata a principal diferença entre as duas províncias: enquanto Carolina é fria, Angeles é quente. Isso já nos mostra que a história já está completamente diferente do que estava no inicio e é aí que (para mim) começa “A Seleção”.

Um ponto chave pra notar a evolução de América é que desde o início a protagonista não queria estar na Seleção e até diz para Maxon (príncipe herdeiro de Illéa) que só estava lá pela comida, mas por que ela não desejava a coroa como as outras selecionadas? No início, eu disse que América vem da casta 5, é nesta casta que ficam os artistas: cantores, dançarinos, atores, mas mesmo que a arte esteja presente nela, o povo 5 é muito pobre e não dispõe nem sequer de comida suficiente para as famílias. Isso se assemelha muito ao nosso mundo atual, no qual a arte é desvalorizada, ela não é nem mesmo notada, mas é importante, pois sem a arte, não tem graça na vida. Ponto pra conta de “A Seleção”.



O romance também movimenta a vida de América quando, antes mesmo de começar a Seleção, Maxon deixa que América saia do palácio, pois lá ela se sentia sufocada e o Príncipe, na tentativa de ser gentil, a chama de “Minha querida”, mas, um doce como sempre, América responde em cheio “Não sou sua querida!”. Mesmo assim, nessa hora, o coração de América já começara a bater por Maxon, mas a história entre os dois é bem mais que isso, além de ser muito bem construída por Kiera. Ponto para “A Seleção”.

Avançando, durante todo o primeiro livro, América se pergunta se a Seleção é seu lugar, se vale a pena lutar por aquilo, se seu coração ainda está em Aspen, mas no final, América já é outra pessoa. Nesse ponto, a evolução da personagem já é notável, principalmente na questão emocional, que América passa a controlar melhor, mas ainda assim, América luta pelo seu destino, pela sua sobrevivência. Um ponto marcante em América é a força com que a protagonista luta pelos seus objetivos e, mesmo crescendo e amadurecendo durante “A Seleção”, ela ainda queria proteger sua família.

Pra fechar o primeiro livro com chave de ouro, América ainda explica por que se chama “América”!!! Talvez seja esse o momento que o Rei Clarkson e América se tornem opostos, pois América diz que seu nome é referência ao país que tanto lutou pela sobrevivência, os Estados Unidos da América!!! América mostra que, assim como o antigo país, ela ia lutar pela sua sobrevivência na Seleção e não pretendia fraquejar. Que mulher, meus amigos!!!! Ponto para “A Seleção” e para América.



No segundo livro, “A Elite”, América faz parte do seleto grupo de seis garotas que chegaram à fase final da Seleção: A ela, fazem companhia Celeste, Marlle, Kris, Elise e Nathalie. No segundo volume da Saga, América está decidida a conquistar a coroa, e agora algo a motiva ainda mais: a esperança do fim do governo tirânico do Rei Clarkson. América era a única de uma casta considerada baixa e Clarkson não gostava disso e, embora sua esposa fosse uma ex-quatro, ele não queria outra “ascensão dos pobres”. “A Elite” marca a entrada de uma nova fase para América, a fase da determinação a passar por cima de tudo que impediria ela de se tornar a nova princesa e a protagonista entra de cabeça em sua nova meta.



Mais uma vez provando o valor de América, “A Elite” abandona o discurso mais romântico de “A Seleção” para dar lugar à uma história mais política, o que é um ponto muito positivo na saga, que finalmente ganha ares de uma distopia. É neste livro que o leitor é de fato apresentado ao governo de Illéa e entende como o país funciona e o que Clarkson quer da selecionada por Maxon, que deve ir além de um rosto bonito. Na verdade, a selecionada deve representar a amizade e cooperação com as outras nações, pois é em “A Elite” que é revelado que a princesa de Illéa é responsável pela diplomacia do país.

As reviravoltas de “A Elite” vão da primeira página até o fim do livro!!! Quando as selecionadas tinham que apresentar um programa de política pública para beneficiar a população de Illéa, Maxon leva América até uma biblioteca e dá a jovem um livro (o qual ela não era autorizada a ler) para que ela estudasse os temas e montasse sua proposta e América apresenta o mais ousado dos projetos: o fim do sistema de castas. É óbvio que o Rei Clarkson não gosta nem um pouco disso, e o atrito entre o rei e a futura princesa mostra todo valor de “A Elite” e nos deixa ansiosos pelo último volume da trilogia, “A Escolha”.

No terceiro e último volume da história da jovem América, “A Escolha”, América continua disposta a conquistar a coroa, mas após embates com Clarkson, a protagonista questiona se é realmente a melhor para ocupar o cargo. Além disso, Aspen mostra que está mais disposto do que nunca a reconquistar América, enquanto Maxon quer transformar sua favorita, na favorita do povo. Mas existe mesmo toda essa certeza?



“A Escolha” mostra ao leitor os questionamentos de todos os personagens: América, se questiona sobre sua posição no castelo; as selecionadas, em especial Celeste, se questionam se é a vida de princesa que querem para seus futuros; Maxon, mesmo amando América, se questiona se ela também sente o mesmo por ele; Aspen, a todo momento, se mostra disposto a desistir de América; e Illéa se questiona sobre seu próprio futuro. Num mundo novo, onde as emoções são evidentes capitulo a capitulo, “A Escolha” faz o encerramento da saga com chave de ouro. A última parte do conto de fadas de América se encerra mostrando toda a garra e força da protagonista, provando que somente ela decide qual seu destino e como será sua vida.



Quando li o terceiro volume da saga finalmente escolhi a música de “A Seleção” HAHAHA. No meio de tantas dúvidas, o lugar favorito de América (além de seu quarto) é, justamente, na biblioteca e isso faz com que lá seja seu lugar de refúgio, por isso elegi “I know places”, de Taylor Swift, como a música que rege “A Seleção”!!! HAHAHAHA

A mais nobre das distopias consegue, com excelência, provar seu valor. “A Seleção” nos mostra um novo e inexplorado mundo, com uma história cativante e que tem a habilidade de prender o leitor, mesmo nas horas mais “clichê adolescente” de América. Os personagens com traços únicos formam um dos pontos mais maravilhosos da saga, porque é curioso analisar as reações de América com cada um deles e como cada um se dá com América.

Da autora Kiera Cass, a trilogia “A Seleção”, lançada em 2012, traz uma história cercada de romance e política ao leitor e é garantia de  a de emoção a cada página. O livro já foi considerado best-seller pelo The New York Times e vendeu mais de 3,5 milhões de cópias pelo mundo, sendo 400 mil no Brasil. Se ainda não leu, corre pra conferir cada página de “A Seleção”!!!

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