É hora de parar

OLÁÁÁ PESSOAL, tudo bem??? Bom, eu não canso de declarar meu amor por “Carros”. De fato a história me cativou e me conquistou!!! A história pura e simples me faz sentir muito bem toda vez que eu assisto os filmes da franquia e hoje eu vim aqui pra falar sobre o último filme da série, “Carros 3”. Vamos lá???



“Carros 3” traz novamente o ar do mundo das corridas, que foi, de certa forma, deixado de lado no segundo filme, e, só por isso, o filme já merece todo nosso amor!!! Mas voltando à história, dessa vez Relâmpago McQueen é retratado como o “velho”, pois uma nova geração de corredores transforma o mundo da Copa Pistão, torneio que carrega a história do filme. Assim, McQueen se vê no maior desafio de sua vida e pretende dar tudo de si para voltar a ser o McQueen de alto nível do início da carreira, e guarde essa última parte: o ínicio da carreira.



Bom, assim como o primeiro filme, “Carros 3” começa numa das corridas de McQueen, agora acompanhado de novos pilotos, Bobby Swift e Carl Weathers. O primeiro ponto a ser analisado é esse e eu vou explicar o por que. Quem assistiu o primeiro filme, certamente lembra de Chick Hicks e O Rei, os principais concorrentes de McQueen quando ele apareceu no mundo das corridas, mas lembra também que O Rei ia se aposentar na temporada retratada no primeiro filme, e no segundo, sabemos que McQueen correu, pelo menos, cinco temporadas sem a presença do Rei. Ao vermos Bobby e Carl(que por acaso é sobrinho do Rei) na tela, chegamos a conclusão que McQueen já está há muito  tempo na competição e que a idade está chegando para nosso grande campeão, mas esse é só um dos pontos positivos do filme, senta que lá vem história!!!



O filme avança e a nova geração de corredores é finalmente apresentada. Sob a carroceria de Jackson Storm, um jovem ambicioso e veloz (lembra alguém, né?) os novatos prometem revolucionar a Copa Pistão. Agora McQueen e seus amigos começam a ficar sem alternativas, se não a aposentadoria… Que afeta em cheio Bobby e Carl. Mais uma vez, McQueen volta ao centro da história, agora como o corredor mais velho da categoria, e não precisamos nem que Storm diga isso, é só olhar e ver que Relâmpago correu com Carl e com O Rei, que são da mesma família e viu os dois se aposentarem… É, de fato McQueen não sabe a hora de parar.



Ainda sem se dar conta da idade, McQueen continua a correr, acreditando que ainda é o maioral, vivendo em sua bolha, num mundo eterno que já não existe mais, mal sabia ele que sua vida mudaria para sempre. Na última corrida da temporada, McQueen sofre um acidente (que muito lembra o que Doc Hudson sofreu) e isso muda as estruturas do campeão como nunca.



Agora, nosso campeão sabe que está ultrapassado e aceita que os novos tempos chegaram… Mas isso o assusta. McQueen sente medo de não ser mais o que era, medo de que o novo o deixe ultrapassado, medo do novo. Mais uma vez a história se mescla às nossas vidas. Ponto para “Carros 3”.

O filme não cansa de nos surpreender e nos apresenta uma nova personagem: Cruz Ramires!!! Com muita animação, Cruz tem a responsabilidade de trazer McQueen de volta ao estrelato, mas como fazer isso, se o tempo de McQueen já passou? É aqui que o filme faz jus ao irmão mais velho, “Carros”, e traz toda sua magia. Quando Cruz e McQueen se conhecem, ela o chama de “ancião modelo”, mesmo com o fato de que ela tem que ela deveria ser o modelo para McQueen e não o contrário, mas agora, Cruz e McQueen tem um mês para fazer com que o carro da “velha guarda” voltar a ativa… ou será que não?



Durante o início da preparação de McQueen, Cruz tenta colocá-lo no novo mundo das corridas, nas novas tecnologias, mas McQueen, que outrora aceitou o novo, se recusa, pois prefere fazer tudo à moda antiga, e exatamente nessa hora que Cruz deixa de ser a treinadora, para se tornar a treinada. Na praia, sujando os pneus, como o próprio protagonista diz, McQueen a ensina como correr numa pista que nada se parece com o novo simulador, mas não para por aí. McQueen e Cruz vão até Thomasville, ao encontro de Smokey, o treinador de Doc Hudson (ex-treinador do próprio McQueen) e um dos treinos de Smoky é colocar Cruz e McQueen para correr, com o objetivo de que McQueen ultrapasse Cruz, extremamente mais rápida que ele, mas como conseguir isso, se durante toda a jornada deles, foi McQueen o mentor de Cruz?

Mesmo sem se dar conta, McQueen se torna o grande mentor da jovem Cruz Ramirez. Durante a estadia deles em Thomasville, Cruz conversou com corredores experientes da competição, absorveu o treino que Smokey fez para McQueen, entendeu tudo que era pra ser entendido por McQueen, mas que não foi, por que “Carros 3” não mostra mais Relâmpago como corredor, mas sim como um veterano… igual à Doc. Ponto para “Carros 3”.

Agora, querendo mostrar ao mundo que ainda é capaz, McQueen parte para seu desafio final, sob a supervisão de Cruz e Smokey. A maestria de “Carros 3” é provada numa das cenas mais emocionantes do filme: McQueen inicia a corrida dando tudo de si, todo seu fôlego, suas esperanças, mas o que fazer para vencer carros que, por natureza, são mais rápidos que você? McQueen não tinha outra alternativa, senão aceitar que aquela seria sua última chance de dar uma primeira chance a Cruz.



E é isso que ele o faz! Após um acidente generalizado (que lembra o acidente do início de “Carros”), McQueen aceita sua missão e se torna o grande incentivador e mentor da primeira corrida de Cruz na Copa Pistão. Que filme, meus amigos!!!

Assim como o primeiro filme, “Carros 3” é bem mais que uma simples animação. Ele foi pensado para nos colocar, mais uma vez, na carroceria de McQueen!!! Quantos de nós não tivemos medo de algo novo, de perder alguma coisa com o novo que chegava? Quantos de nós não aceitamos fazer as coisas de um jeito novo, que simplificaria nossa vida, porque o antigo dava certo? Quantos de nós já nos vimos numa situação de simplesmente não aceitar o novo? Lição passada com maestria por “Carros 3”.




Pra fechar com chave de ouro e fazendo referência ao primeiro filme, McQueen finalmente entende que o velho também pode estar na moda!!! Em falar nas referências, “Carros 3” traz as telonas uma gama de referências aos filmes anteriores, principalmente lembrando de Doc a todo momento. Muito disso é função do fracasso do segundo (que é lembrado em “Carros 3” quando Jeff Gorvette, um dos corredores do WGP, competição apresentada no segundo filme, é mostrado desejando sorte à McQueen), mas também é em função dos atritos que McQueen tinha com Doc durante boa parte do primeiro filme. A relação conflituosa é retratada na relação de Cruz e McQueen, e nosso campeão é o Doc de “Carros 3”. Com toda certeza, fator nostalgia faz com que “Carros 3” seja o sucesso que foi e traz um ótimo clima para o filme.

Com pouco mais que uma hora e meia de duração, o filme traz muita animação e reflexão para todas as faixas etárias e é garantia de diversão da primeira até a última bandeirada. Tá esperando o que? Corre pra conferir “Carros 3”!!!

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